quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tudo é divino, maravilhoso!

Imagine você acordar numa quinta-feira de sol e calor, arrumar rápido suas coisas - porque, como sempre, já está atrasado - pegar o elevador e quando abre seu carro, a grande surpresa: ele não liga!
Pois é, acho que todo bom cidadão já passou por uma dessas...
Agora estou aqui, esperando o técnico da seguradora chegar para resolver meu problema e me deixar sair!
Mas como dizia minha avó: 'Dos males o menor!' Daí eu penso que poderia ter enguiçado na Brasil, à noite, e fico agradecido!
E como eu sempre digo e gosto de acreditar, um contratempo sem vem seguido de algo divino, maravilhoso para compensar! Por essa razão, talvez, hoje seja dia de esquentar o corpo, jogar pra cima e sambar a noite toda no ensaio do bloco da Preta!
Éééé...vamo que vamo que dá! ;D

domingo, 17 de janeiro de 2010

Reflexão...

Outro dia estava lembrando de algo que ouvi sobre o quão as pessoas costumam abrir mão de seus ideais por comodismo (ou preguiça)...e é verdade!
Falavam sobre como, em geral, as pessoas deixam de lado valores que julgam importantes numa relação pela dificuldade de encontrar alguém à altura.
Eu, por exemplo, valoro tudo aquilo que não se pode ver tão facilmente: caráter, integridade, respeito, carinho, cumplicidade, inteligência, articulação, bom humor... E, definitivamente, eu não procuro, nem exijo, metade dessas tantas qualidades para um flerte ou um ligeiro enrolamento. Não porque esteja deixando de lado meus valores, mas por adaptá-los ao que vejo ser real. Fala sério, essa pessoa existe?!
Como disse Jabour - numa de suas crônicas super bem humoradas e inteligentemente escritas - tudo junto não vamos encontrar! Temos que escolher o que é mais importante pra nós e ir atrás disso!
Mas o mais interessante é que, no final, contrariando a idéia de Jabour, disseram que ninguém cria um ideal baseado em valores evasivos demais; há sempre uma referência real - como que à imagem e semelhança - porque ninguém quer estar com alguém maior que si próprio! Ou seja, no mínimo, seu alguém ideal é composto de valores que você mesmo possui ou, se não, aqueles que lhe são queridos.
Sob essa perspectiva, na super densidade populacional em que vivemos, é patético pensar que desistimos tão fracamente.
Depois de refletir sobre tudo isso, dá vontade de selar um compromisso próprio de busca por alguém melhor, não dá?
Mas...quem se atreve?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Em nome de Deus?

Recebi da minha, queridíssima, (des)orientadora, Patrícia D'Abreu, este artigo, lindamente escrito, do jornalista GILBERTO SCOFIELD JUNIOR. Leiam.

Em nome de Deus?

O Globo - 15/01/2010

Em sua avaliação anual dos acontecimentos mundiais, o Papa Bento XVI tratou de condenar o que ele chama de “casamento gay”, alegando que sua existência é uma “ameaça à criação”.

O raciocínio embutido nesta tese é tão absurdamente primário que qualquer pessoa com o mínimo de compreensão de mundo e de psicologia jamais perderia tempo tentando debatêla não fosse por um simples fato: ela não é verdadeira. Gays e lésbicas não querem entrar de terno, véu e grinalda na igreja e receber de padres católicos ou protestantes suas bênçãos diante de Deus. O assunto nunca foi e nunca será da esfera dos conceitos religiosos. Tratase da discussão de um tema de ordem do direito civil e das garantias individuais, direito que já há muito deveria constar dos nossos códigos civis e cujo lapso transforma gays e lésbicas, em vários países do mundo, em cidadãos de segunda categoria.

O que se prega, aqui e em outros países do planeta, é o direito à união civil, um direito que dará aos parceiros de casais estáveis do mesmo sexo benefícios civis dos quais gozam casais heterossexuais, como o direito aos bens construídos pelo casal no caso de falecimento de um deles, direito de declarar imposto de renda em conjunto, direito de usar a renda do casal para a compra de casa própria, entre outros itens. Céu? Inferno? Purgatório? Não, não. O que preocupa gays e lésbicas do mundo inteiro não é o julgamento de Deus, mas a opressão dos homens, e está no terreno dos vivos, e não dos mortos.

A Igreja Católica possui um histórico no mínimo polêmico em termos de direitos humanos, que exige do Papa e de todos os representantes desta religião uma boa dose de cautela antes de saírem pelo mundo pregando intolerância.

A História está repleta de exemplos que vão dos abomináveis tribunais da inquisição até o recente caso da Igreja Católica irlandesa, que se calou diante das 320 queixas de pedofilia envolvendo 60 crianças molestadas em quatro décadas. E o que dizer de Galileu, condenado pela Igreja em 1633 por sua teoria heliocentrista (segundo a qual a Terra gravita em torno do Sol, e não o contrário), também considerada na época “uma ameaça à criação”? Há os exemplos individuais e, neste caso, me exponho. O sonho de muitos jornalistas é, em algum momento de sua carreira, atuar como correspondente internacional, especialmente em países que são o centro das atenções mundiais, como a China e os EUA, onde passei meus últimos seis anos (quatro e meio na China e pouco mais de um ano nos EUA, onde ainda resido).

Agora, vejo meu momento singular na carreira jornalística ser interrompido justamente porque não tenho, aqui ou nos EUA, a proteção da lei de um casal que está há sete anos junto.

Na China, meu parceiro possuía seu visto de trabalho individual. Eu tinha o meu de jornalista estrangeiro.

Nos EUA, um país mergulhado numa crise econômica sem fim, meu parceiro tem que entrar com um visto de turista em que está anotado que seu visto se liga ao meu porque somos uma união estável há sete anos. O Consulado Americano no Rio sempre foi extremamente compreensivo e atencioso com a situação, buscando a melhor saída possível para o problema.

Mas, como a entrada depende da mente mais ou menos homofóbica do funcionário da imigração americana (as leis de união civil são leis estaduais, e não se aplicam ao processo de imigração dos EUA, que é assunto federal), meu parceiro já foi parar na famosa “salinha de interrogatório da imigração americana” para explicar que ele não estava ali disposto a entrar nos EUA para ilegalmente limpar privadas. Era parte de uma união estável, união esta que não possui o amparo da lei porque não há visto de cônjuge para parceiros de mesmo sexo. Nos EUA ou no Brasil, diga-se de passagem.

O resultado é que estou voltando ao Brasil porque não quero que meu parceiro se arrisque a estes momentos de humilhação desnecessária.

Momentos de humilhação que só se tornam piores à medida em que o representante maior da Igreja Católica me chama de “ameaça à criação”. Isso num mundo onde as ameaças à criação de verdade andam com explosivos colados ao corpo ou sequestram aviões e os jogam sobre arranhacéus.

Tudo em nome de Deus, curiosamente.

Há algo estranhamente fora do contexto nisto tudo ou são apenas divagações de uma “ameaça à criação” ambulante?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Jogando pra cima...

Não há nada muito interessante para postar!
Mas não estou disposto a deixar isso aqui morrer com tanta facilidade, portanto, acho que um post sem conteúdo, só para manter a chama acesa, não fará mal!
Estou pseudo-doente e matando formiga com bomba atômica, como se diz! Prevejo minha súbita melhora para sábado à tarde, vou estar saltitante! Mas, quem sabe, amanhã já rola uma nightzinha light! ;)

É isso; enquanto a vida passa pelo meu inerte corpo enfraquecido, meu velho vício de sonhar toma proporções indescritíveis! E como eu amo isso!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Um minuto de sua atenção:

Não sei exatamente o que pretendo desse blog; de fato, ele surgiu por pura pseudo-influência do Fernando Ruschel!
Mas não esperem postagens absolutamente superficiais ou desinteressadas do mundo, muito menos o contrário disso!
De uma certa forma, pretendo escrever, aqui, sobre as coisas que são e, também, as que não são...sobre os homens e sua inexorável crueldade com seus iguais. Vai ser uma espécie de desabafo, de exacerbação literária!
De antemão já lhes digo: tenho em mim, a perspectiva mais bela que já vi desse mundo. Acredito nas pessoas, nos Deuses, na felicidade, na doação despretensiosa, na solidariedade fraternal, no amor mais íntimo e verdadeiro.
Portanto, não esperem de mim uma avalanche de críticas aos homens de más intenções e extrema pobreza de alma; meus lúdicos olhos podem vê-los, mas não sucumbem à tamanha hipocrisia. Eu me atenho a tudo de melhor que há nas pessoas, mesmo quando não há muito.
Bem, acho que já me fiz claro! Espero que curtam minhas idéias e, mais além, a mim.
Muito obrigado pela atenção às minhas palavras.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Utopia possível!

Ano passado eu perdi meu avô. E ainda que tenha sido muito difícil esse momento, '09 foi tão bom, eu reconheci tantos bons amigos, que não dá, simplesmente, para olhar pro céu e pedir que o ano novo seja muito melhor. Seria muita ingratidão!
Mas, ainda assim, essa certeza louca de que ele, de fato, será, invade meu corpo e me faz sorrir.
Aos grandes, eu só tenho a agradecer. Meus projetos estão indo de vento em poupa e prometem muitas surpresas maravilhosas para este ano! E eu fico tão ansioso quanto animado com tudo isso!
Portanto, vou me conter em pedir, mais uma vez, por amor. Amor entre as pessoas de boa vontade, aos quatro elementos, ao que se faz, ao que te faz, enfim, à vida.
Consigamos ser mais humanos. Precisamos disso.
Façamos da nossa vida, uma poesia mais feliz para ser cantada!
Cheers!