domingo, 17 de janeiro de 2010

Reflexão...

Outro dia estava lembrando de algo que ouvi sobre o quão as pessoas costumam abrir mão de seus ideais por comodismo (ou preguiça)...e é verdade!
Falavam sobre como, em geral, as pessoas deixam de lado valores que julgam importantes numa relação pela dificuldade de encontrar alguém à altura.
Eu, por exemplo, valoro tudo aquilo que não se pode ver tão facilmente: caráter, integridade, respeito, carinho, cumplicidade, inteligência, articulação, bom humor... E, definitivamente, eu não procuro, nem exijo, metade dessas tantas qualidades para um flerte ou um ligeiro enrolamento. Não porque esteja deixando de lado meus valores, mas por adaptá-los ao que vejo ser real. Fala sério, essa pessoa existe?!
Como disse Jabour - numa de suas crônicas super bem humoradas e inteligentemente escritas - tudo junto não vamos encontrar! Temos que escolher o que é mais importante pra nós e ir atrás disso!
Mas o mais interessante é que, no final, contrariando a idéia de Jabour, disseram que ninguém cria um ideal baseado em valores evasivos demais; há sempre uma referência real - como que à imagem e semelhança - porque ninguém quer estar com alguém maior que si próprio! Ou seja, no mínimo, seu alguém ideal é composto de valores que você mesmo possui ou, se não, aqueles que lhe são queridos.
Sob essa perspectiva, na super densidade populacional em que vivemos, é patético pensar que desistimos tão fracamente.
Depois de refletir sobre tudo isso, dá vontade de selar um compromisso próprio de busca por alguém melhor, não dá?
Mas...quem se atreve?

4 comentários:

  1. Maldito comodismo, mas desde que esse comodismo nao interfira na vida de outros não faz mal, sei que tb nao faz bem, agora que mal tem?

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  2. Normalmente, não faz mal algum pra ambas as partes! Só que te deixa estagnado, sem evoluir! E, acredito, estamos nessa jornada pra crescer, certo?! Então...dá pra refletir, admita! ;)

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Tento, inesgotavelmente, fugir de certos comodismos... O primeiro deles é o de julgar os outros, afinal, não há nada mais cômodo que isso. Procuro me manter livre da superficialidade e artificialismo no qual estou sempre correndo o risco de cair, as vezes caio. Tem horas que é muito difícil viver no Ocidente moderno e não ceder a certos comodismos. Andando na corda-bamba a gente vai indo.

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